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Transponder na panturrilha é arte.
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Anos antes de criar uma coelha geneticamente modificada com o objetivo de fazer o animal

brilhar na luz azul, o artista Eduardo Kac já havia promovido um encontro bastante “orgânico” entre arte e tecnologia.

Hoje compreendido como o desenvolvedor da arte transgênica, em 1997 Kac implantou um transponder de identificação na própria panturrilha. A intenção com a implantação do aparelho de RFID foi promover a reflexão sobre a mistura da nossa própria memória com a memória externa como a implantada em nós através de fotos de família, de nossos antepassados, ou da infância.

Outra possibilidade de leitura entende a intervenção de Kac como um alerta à vigilância e o controle sobre o ser humano num futuro próximo.

A utilização da tecnologia em suas obras levou Kac em 1999 a criar um novo gene, o “gene de artista”. Um gene sintetizado a partir da tradução de um trecho do Velho Testamento para o código Morse, e do código Morse para DNA.

Este gene foi introduzido em bactérias que ficaram expostas na galeria em placas de Petri. Instaladas sobre uma caixa de luz ultravioleta, os participantes controlavam o acionamento da luz UV gerando então uma mutação do código genético. Esta ação acabava por alterar o texto contido no corpo das bactérias.

A finalidade da arte transgênica do artista é a de criar indivíduos únicos através da engenharia genética. Com o auxílio de laboratórios de vários países Kac vem conseguindo criar animais e plantas sui generis, e os têm transformado em elementos-chave de seus trabalhos.

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